16/02/2012 • 10:56
No ABCD Net News Entrevista do último dia 10, uma ilustre presença do esporte nacional foi o entrevistado especial do apresentador Manoel Alves, o profissional em tênis de mesa, Hugo Hoyama, recordista brasileiro de medalhas de ouro em jogos Pan-americanos, entre outras muitas premiações.
Logo no início do programa, o atleta foi questionado sobre sua carreira, como foi sua história no esporte. "Comecei a jogar com 8 anos em um clube de tênis de mesa, treinando todos os dias. Como estudava a tarde, treinava das 18h às 22h. Quando comecei a estudar de manhã, treinava das 14h às 22h, durante 5 ou 6 anos, todos os dias, para alcançar meu objetivo que era ir para a seleção brasileira. Felizmente deu tudo certo e desde 1986 eu represento o Brasil", conta Hugo.
Para quem não sabia, o mesatenista, ainda adolescente, foi para o Japão para treinar ainda mais, já que em alguns lugares do exterior o esporte já estava bem mais consagrado do que aqui no Brasil. "No Japão, Europa ou China, têm muito mais jogadores de alto nível do que aqui, jogadores de vários estilos, e no Japão, onde morei, a parte de disciplina e concentração é muito forte. Eu não digo que aqui o pessoal não se concentra, mas lá é diferente, e com isso eu aprendi muito. Fui com 15 anos, em 85, e não tinha contato com ninguém da família, além de ter que me cuidar, como lavar minha roupa, fazer minha própria comida, então amadureci demais e também fui muito bem tratado pelo pessoal de lá", diz Hugo, divindo a experiência.
Ainda assim, com treinamento estrangeiro, Hugo acredita que o Brasil está muito melhor hoje. "É legal formar base aqui no Brasil. Hoje aumentou muito o número de escolinhas e participantes, eu também quero trabalhar muito essa parte. Eu tenho agora o Instituto Hugo Hoyama. Nosso projeto é pegar mesas e raquetes do esporte, e colocar dentro das escolas comuns, fazer uma parceria. Estamos negociando com a prefeitura de São Bernardo, com a Secretaria de Esportes, para que a gente possa iniciar o projeto já neste ano de 2012", afirma.
Explicando melhor sobre em que pé está o novo Instituto, o atleta se mostra positivo no andar da carruagem. "Desde o ano passado já estamos com a parte burocrática acertada. A partir deste ano a gente pode até entrar naquela parte da lei de incentivo fiscal também. As escolas já estão até preparadas para isso, pra gente já começar a trabalhar com as crianças. Meu maior objetivo é massificar o esporte, e algumas escolas já tem a mesa para as crianças brincarem, mas ainda falta um instrutor, para ensinar o tênis de mesa", explica.
Questionado por um telenauta sobre quem está crescendo hoje no esporte, Hugo citou alguns nomes. "Tem muita gente nova aparecendo, inclusive tem o Hugo Calderano, meu chará, que tem 15/16 anos, e ele está muito bem, entre os 10 melhores da categoria dele no mundo. E no feminino também, tem a Caroline Kumahara, joga aqui por São Caetano, tem muita gente boa", diz.
E outro telenauta quis saber a opinião do recordista sobre o incentivo do governo ao esporte, se ele existe. Para o jogador, "tem melhorado bastante. Hoje tem a bolsa atleta, e eu tenho essa bolsa do governo, é claro que não é o ideal ainda, mas já é um primeiro passo. Comparado ao Chile e a Venezuela, que têm atletas menos renomados que ganham muito dinheiro é diferente, mas mesmo porque lá são menos atletas que dispontam. Aqui a gente tem muitos atletas bons se dispontando", explica sua opinião.
Veja a reprise e confira a entrevista com Hugo Hoyama na íntegra.
Por: Nayra Brighi
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